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A Polícia Civil prendeu integrante de quadrilha especializada em furtos de carros novos e desvendou a existência de uma verdadeira “indústria criminosa” atuando na região de Bauru, São Paulo.

O acusado, G.F.S.J. (somente as iniciais foram reveladas para não atrapalhar a investigação), 30 anos, usava equipamento capaz de burlar a tecnologia de chaves codificadoras.

Ele foi preso por equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) nesta quarta no residencial onde mora, no Parque Viaduto, com uma Saveiro furtada no mesmo dia, no Jardim Brasil. As placas já haviam sido adulteradas com as características do mesmo veículo.

Além disso, a polícia apreendeu aparato usado para driblar estrutura de segurança da ignição do automóvel, que já havia sido instalado na parte de baixo do painel. De acordo com o delegado assistente da DIG, Eduardo Herrera, o módulo clandestino inutiliza todo o sistema eletrônico original de carros modelos mais novos.

“Com o sistema anulado, é usada uma chave devidamente codificada ao módulo que acabou de ser anexado, para dar a partida no veículo. Para abrir a porta, entretanto, o ladrão usa uma chave mixa”, explica Herrera, acrescentando que a ação, entre a prática do furto e a troca das placas, dura em média quatro minutos.

Para evitar que a polícia localize o veículo e chegue até o autor do crime, os carros furtados são mantidos estacionados em frente à casa do criminoso por dois dias, tempo necessário para identificar se o automóvel possui rastreador. “Por se tratar de ‘placas-dublê’, a pesquisa no sistema não indicaria produto de furto”, diz Herrera.

“Mesmo que for confirmado o furto, a situação indicaria que o carro foi abandonado naquele local, sendo apenas recolhido e entregue ao proprietário”, acrescenta o delegado, destacando que, após as 48 horas de espera, o veículo seria levado para receptores em diversas cidades da região, também integrantes do bando, responsáveis pela venda ou troca do produto.

Células criminosas

Delegado da DIG, Eduardo Herrera afirma que as investigações, que duraram cerca de um mês, apontaram ainda que a quadrilha articula espécie de “indústria do crime” na região, voltada exclusivamente para o furto de veículos. Isso porque o bando estaria dividido em várias células criminosas, cada qual com uma função específica.

“O acusado preso nesta semana em Bauru, que praticou três furtos na cidade, tinha a incumbência de ir a campo. Ele recebia os módulos para ligar o carro, as placas e documentos pelos Correios. Todos os crimes, contudo, foram devidamente encomendados”, destaca Herrera.

Uma das células de atuação levanta informações sobre o veículo-alvo, tais como situação do licenciamento ou se o automóvel não possui restrições judiciais. A pesquisa pode ser feita no Sinesp Cidadão – Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública.

Outros integrantes do grupo, diz Herrera, conseguem informações mais restritas do veículo e até mesmo o endereço do proprietário. “É desta forma que são produzidas as placas e documentos falsos, com base na característica do automóvel”.

O delegado destaca que o autor do furto já sabe qual carro irá furtar e o possível local onde encontrá-lo. No entanto, ele observa que só se consegue informações privilegiadas por meio de pesquisa no sistema do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran).

Por isso, não se descarta a participação de despachantes nas ações criminosas, uma vez que tais empresas detêm acesso exclusivo ao sistema do Detran. “É algo que ainda iremos verificar durante as investigações, cujo objetivo é desarticular a quadrilha”, finaliza.

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Fonte:Portal J C Net